Conheça o corpo de jurados do 1ª BULA PRÊMIO DE POESIA

Ana Miranda

Ana Miranda é escritora brasileira, nascida em Fortaleza (CE), em 1951, amplamente reconhecida como uma das principais autoras do romance histórico no Brasil contemporâneo. Estreou com grande repercussão em 1989 com Boca do inferno, romance ambientado no Brasil barroco, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Autora Revelação e consolidou imediatamente sua projeção nacional. Sua obra se caracteriza pelo rigor da pesquisa histórica aliado à invenção literária e à recriação de linguagens de época, explorando personagens, contextos e tradições da cultura brasileira. Entre seus livros mais representativos estão Boca do inferno, Desmundo, Amrik e Dias & dias, este último também vencedor do Prêmio Jabuti. Com obras traduzidas para diversas línguas, Ana Miranda ocupa posição central na literatura brasileira pela consistência, ambição estética e impacto cultural de sua produção.

Cláudia Roquette-Pinto

Cláudia Roquette-Pinto é poeta e tradutora brasileira, nascida no Rio de Janeiro em 1963, onde vive, e uma das vozes mais rigorosas e consistentes da poesia brasileira desde os anos 1990. Formada em Tradução Literária pela PUC-Rio, estreou em 1991 com Os dias gagos e desenvolveu uma obra marcada por depuração formal, intensidade imagética e investigação contínua da linguagem poética. Publicou livros centrais como Saxífraga, Zona de sombra, Corola — vencedor do Prêmio Jabuti — e Margem de manobra, além de obras híbridas que dialogam com as artes visuais. Em 2022, lançou Alma corsária, finalista dos prêmios Jabuti e Oceanos, reafirmando a força e a atualidade de seu projeto poético. Em 2025, A extração dos dias: poesia 1984–2005 reuniu seus cinco primeiros livros, consolidando historicamente uma das trajetórias mais relevantes da poesia contemporânea no Brasil.

Nicolas Behr

Nicolas Behr (Nikolaus von Behr) é poeta brasileiro, nascido em Cuiabá (MT), em 1958, e radicado em Brasília desde 1974, cidade que se tornou o núcleo simbólico e afetivo de sua obra. É um dos nomes fundamentais da poesia marginal dos anos 1970, associado à geração mimeógrafo, tendo iniciado muito jovem a circulação de livros artesanais. Em 1978, durante a ditadura militar, foi preso e processado por seus textos, episódio que marcou sua trajetória pública. Ao longo de décadas, construiu uma poética singular, marcada pelo coloquialismo, humor crítico, síntese lírica e forte vínculo com a experiência urbana e política de Brasília, além da preocupação ecológica com o cerrado. Autor de extensa obra poética, com títulos como Iogurte com farinha, Porque construí Braxília, Brasília A-Z: cidade-palavra, Restos vitais e Laranja seleta, é reconhecido como uma das vozes mais originais e persistentes da poesia brasileira contemporânea.