Comissão julgadora
Integrantes da comissão do 1º Bula Prêmio de Poesia. As apresentações reproduzem o registro da edição.

Ana Miranda
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Sua obra se caracteriza pelo rigor da pesquisa histórica aliado à invenção literária e à recriação de linguagens de época, explorando personagens, contextos e tradições da cultura brasileira. Entre seus livros mais representativos estão Boca do inferno, Desmundo, Amrik e Dias & dias, este último também vencedor do Prêmio Jabuti. Com obras traduzidas para diversas línguas, Ana Miranda ocupa posição central na literatura brasileira pela consistência, ambição estética e impacto cultural de sua produção.

Cláudia Roquette-Pinto
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Publicou livros centrais como Saxífraga, Zona de sombra, Corola — vencedor do Prêmio Jabuti — e Margem de manobra, além de obras híbridas que dialogam com as artes visuais. Em 2022, lançou Alma corsária, finalista dos prêmios Jabuti e Oceanos, reafirmando a força e a atualidade de seu projeto poético. Em 2025, A extração dos dias: poesia 1984–2005 reuniu seus cinco primeiros livros, consolidando historicamente uma das trajetórias mais relevantes da poesia contemporânea no Brasil.

Nicolas Behr
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Em 1978, durante a ditadura militar, foi preso e processado por seus textos, episódio que marcou sua trajetória pública. Ao longo de décadas, construiu uma poética singular, marcada pelo coloquialismo, humor crítico, síntese lírica e forte vínculo com a experiência urbana e política de Brasília, além da preocupação ecológica com o cerrado. Autor de extensa obra poética, com títulos como Iogurte com farinha, Porque construí Braxília, BrasíliA-Z: cidade-palavra, Restos vitais e Laranja seleta, é reconhecido como uma das vozes mais originais e persistentes da poesia brasileira contemporânea.

Ana Martins Marques
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Estreou em 2009 com A vida submarina e publicou, entre outros, Da arte das armadilhas, O livro das semelhanças, O livro dos jardins, Risque esta palavra e De uma a outra ilha. Sua poesia se destaca pela precisão formal e pelo olhar agudo para o cotidiano, com poemas que articulam humor, reflexão e investigação da linguagem. Recebeu, entre outros, o Prêmio Belo Horizonte de Literatura, o Prêmio da Fundação Biblioteca Nacional, o Prêmio APCA de Poesia. Tem poemas traduzidos para o inglês, o francês, o italiano, o espanhol e o alemão.

Carlos Willian Leite
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É autor, entre outros, de As intempéries do vento (Prêmio Bolsa de Publicação Cora Coralina, 1999), Noves fora: nada (2006) e Trapezista sobre cama de faquir (vencedor da Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, 2025). Sua poesia trabalha a concisão e o ritmo por meio de versos curtos, cortes sintáticos e jogos de registro, com presença recorrente de ironia e observação do cotidiano. Como organizador, reuniu Pio Vargas: poesia completa. Em 2025, foi eleito para a Academia Goiana de Letras e preside o Conselho Estadual de Cultura de Goiás (biênio 2026–2027).